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O Sindicato na passeata do Conespi em defesa do Salário Mínimo de R$ 580,00 e pela redução da jornada.
Diretores do nosso sindicato ajudaram a engrossar a passeata promovida pelo Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), na manhã do dia 11 de fevereiro, pelas ruas centrais de Piracicaba, que agitou trabalhadores da cidade, que reivindicam a elevação do Salário Mínimo para R$ 580,00, além da redução da jornada de trabalho, fim do Fator Previdenciário, reajuste acima da inflação das aposentadorias e pensões pagas pelo governo e correção da Tabela do Imposto de Renda. A passeata foi iniciada em frente à Gerência do Ministério do Trabalho, com lideranças sindicais cobrando "parceria" na defesa dos trabalhadores, o que tem sido uma marca histórica do trabalho da entidade, o que não estaria ocorrendo nos últimos tempos, avisando que irão levar a atual situação local ao superintendente estadual do Trabalho, José Roberto Mello, e, se for necessário, ao ministro do Trabalho, Carlos Luppi.
Em seguida, carregando faixas e cartazes, sindicalistas tomaram a rua Governador Pedro de Toledo, principal corredor comercial da cidade, protestando e pedindo mais atenção aos trabalhadores, tanto do governo municipal como do Congresso Nacional e do governo federal. A falta de creches, o lixo que se acumula na cidade, assim como os buracos pelas ruas e o mato que toma conta de terrenos e praças da cidade também foram alvo do protesto. A passeata foi encerrada na a Praça José Bonifácio, ao lado do PoupaTempo, depois de percorrer, ainda, as ruas Treze de Maio e Santo Antonio. Para o presidente do Sintchospir, Francisco de Assis Dantas (Chiquinho), a manifestação mostrou que os trabalhadores de Piracicaba querem ser ouvidos nas decisões que afetam o dia-a-dia da classe trabalhadora. "Fizemos questão de participar e reforçar essa luta, que é de todos nós", completa.
Ao longo de mais de uma hora de passeata, os sindicalistas distribuíram panfleto, mostrando os motivos do manifesto, recebendo o apoio de trabalhadores, especialmente de comerciários que saíram às portas das lojas. Utilizando carro de som, sindicalistas pediram mais atenção às necessidades dos trabalhadores.
Para o presidente do Conespi, Francisco Pinto Filho, o Chico, o manifesto mostrou a unidade dos trabalhadores de Piracicaba, que estão ajudando a fortalecer o movimento, que está acontecendo em diversas partes do País, pelo salário mínimo de R$ 580,00, que será votado pelo Congresso Nacional na próxima semana. "Mostramos que os trabalhadores de Piracicaba, representados pelo Conespi, estão mobilizados e que não estão satisfeitos com a atual proposta de Salário Mínimo de R$ 545,00, assim como queremos ampliar os nossos benefícios, como a necessidade de corrigir a tabela do Imposto de Renda em 6,47%, das pensões e aposentadorias, redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, e pelo fim do fator previdenciário, que reduz o salário do trabalhador quando ele se aposenta ", destaca.
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